Publicidade
Sábado, 05/07/2008
Férias! O mundo pertence aos que têm tempo para desfrutá-lo. Não há chuva que desfaça um dia lindo. Todos os dias são lindos!
Entrei em férias na quarta-feira. Dois dias de muita preguiça depois, volto aqui para rever o que fiz (ou não fiz) e compartilhar o que vou, aos poucos, sem pressa, sem horários, descobrindo por aí. E descobri, vejam só, que estou em falta com vocês. Desde o post sobre o Blindagem no Guaíra, com a Orquestra Sinfônica do Paraná, queria colocar aqui neste cantinho um vídeo-homenagem à banda curitibana. Bem legal, com ótimas fotos de retrospectiva. Está no YouTube e foi postado lá pelo Alessandro Cunha. Acabei esquecendo e por isso mando agora.
Ah, outra coisa, também esqueci de republicar aqui no Sobretudo a minha coluna de todas as quartas-feiras na Gazeta do Povo. Para quem ainda não sabe, é a Acordes Locais, sobre música paranense. Falei sobre mecenato e música e você pode acessar clicando aqui.
Quem quiser se comunicar comigo nestes 30 dias em que estarei fora da Gazeta, pode mandar e-mail para o blogsobretudorpc@gmail.com
Agora, vamos à homenagem internética à Blindagem:
Divulgação

Da coluna Acordes Locais, publicada toda quarta-feira na Gazeta do Povo:
Vamos falar de canções. Menos de música, mas do que a acompanha de um jeito tão próximo que é difícil separar. Vamos falar das letras das canções. Ou melhor, de quem faz as letras, os poetas letristas. Primeiro queria citar dois: Paulo Leminski e Marcos Prado. Pronto, já os citei como grandes representantes mortos entre os letristas paranaenses. Agora, vamos aos vivos e, também para permanecer nos mesmos número e turma, outros dois.
Os letristas precisam ser gregários, aceitar o outro e a arte do outro sem muita competição. Precisam saber trabalhar em dupla, ou trio, ou mais. Abrir mão de idéias e vontades para fazer nascer uma obra que se impõe quase sempre múltipla. Por vezes são completamente dependentes e necessitam ser guiados pela melodia. Por outras, são eles quem dão a direção à música. São sempre parceiros cantados e pouco conhecidos além do meio.
Assim é Alice Ruiz (www.aliceruiz.mpbnet.com.br), mais conhecida como poeta, mas que tem músicas gravadas em mais de três dezenas de discos de artistas diferentes. Entre os parceiros estão Itamar Assumpção, Alzira Espíndola, Waltel Branco, Zé Miguel Wisnik, Zeca Baleiro, Blindagem, Ceumar e Arnaldo Antunes, para citar apenas alguns.
Alice tem ainda muitas parceiras não gravadas, como esta, “Quem Mandou?”, letra dela com música de Itamar Assumpção: “Você já veio com contra indicação / altos riscos de contaminação / não dei bola joguei a bula fora / quem mandou? / Chegou assim de vírus, radiação / contaminando minh’ alma e coração / não dei bola joguei a bula fora / quem mandou? / Tive febre de todas as cores / me arderam todos os amores / rasguei seda, comi flores / fiz das tripas, coração / quase que aperto o botão / do juízo final”.
Aproveito este arroubo romântico para falar de outro letrista, amigo de Alice, mas não sei se já foram parceiros. Falo do Polaco da Barreirinha, o Thadeu Wojciechowski www.polacodabarreirinha.blogspot.com). Ele nos ensina que, quando se escreve uma canção, ela pode virar tanto um punkrock quanto um fado, um samba ou uma balada. É preciso estar com a mente aberta. Thadeu tem centenas de canções, mas não foi tão gravado e reconhecido quanto Alice.
Em 2006, os amigos decidiram gravar um disco dele só com canções românticas. Ficou ótimo. Um misto de amor e humor com sotaque bem curitibano. Do disco, destaco uma letra, “Sinapses de um figa”, em parceria com Walmor Góes, Luiz Ferreira e Rodrigo Barros. Lá vai: “Saí na indecisão e encontrei ao acaso / aquela emoção que outrora me havia arrebatado / Incontinenti sorri nervos à flor da pele / a perna bamba psicologicamente ruim / Respirei bem fundo / como se pudesse fugir desse mundo / amor que faz sofrer / é sempre um osso duro de roer / e lá me fui cheio de intenção / quimicamente equivocado / furioso vazando feromônios / com tesão pra tudo quanto é lado”.
A Aliança Francesa de Curitiba traz para a cidade uma versão reduzida e tímida, como é de praxe entre os curitibanos, da Fête de la Music, a Festa da Música, que desde 1982 acontece na França. Lá, a festa se desenrola por muitas cidades, todos os cantos, com muito apoio e adesão tanto de músicos quanto de público. Aqui, será restrita, por enquanto ao Café Babette, dentro do tradicional prédio da Aliança, na Rua Prudente de Moraes, 1101, no Centro da cidade. Será neste sábado, a partir das 12 horas.
Serão 10 horas seguidas de música e as atrações são as que seguem:

Reprodução

A Trama é a gravadora brasileira que mais aposta e arrisca em produtos que têm a internet como parceira em vez de adversária. Já lançou dowloads para bandas iniciantes e agora vem com uma proposta inovadora para um selo. Lança um disco inteiro para ser baixado gratuitamente pela internet com um artista de ponta da música brasileira: Tom Zé.
Abaixo, vai a explicação do projeto, feito pela própria gravadora. E quem quiser baixar imediatamente o disco, é só ir ao endereço: http://albumvirtual.trama.com.br/tomze/index.jsp
Sobre o Álbum Virtual:
“Danç-Êh-Sá Ao Vivo” dá início ao projeto Álbum Virtual, ambiente onde é possível baixar discos inteiros, legais e gratuitos. Por um tempo limitado, o álbum fica disponível gratuitamente na web. O projeto é o único nesses moldes no mundo e surgiu a partir do Download Remunerado, ferramenta inédita lançada pela Trama Virtual, em julho de 2007.
O grande diferencial do AV está no seu conceito e formato: sua capacidade de armazenamento e superior ao do CD convencional, pois comporta vários arquivos. Além disso, o usuário tem acesso a toda obra artística do álbum, e não apenas faixas isoladas — ao fazer o download, é possível ter todas as músicas, encarte, letras, imagens, vídeos, versões exclusivas, entre outros. Outra grande novidade é que os arquivos não tem proteção DRM, ou seja, ao baixar o conteúdo o usuário pode fazer o que quiser: deixar no computador, colocar em um CD, no pendrive, etc.
Todo o conteúdo é disponível em streaming e download. O pacote para download traz uma série de facilidades para quem quiser, por exemplo, transferir os arquivos direto para o iPod ou iTunes: todas as faixas (MP3 em 320Kbps); vídeos disponíveis em três resoluções (alta, baixa e uma versão exclusiva para iPod); imagem de capa no formato jpeg para iTunes; encarte digital em alta resolução para impressão, etc.
Da coluna Acordes Musicais, desta quarta-feira, na Gazeta do Povo:
Divulgação

A outra voz, não menos poderosa, é delicada, cheia de sutilezas, mais interna do que externa. É a que chama a atenção sem falar nem cantar. É a da poesia e das letras de Alice Ruiz.
As vozes de Rogéria e Alice se conhecem e se namoram há tempos. O casamento recebeu o nome de No País de Alice, um disco e um show com Rogéria cantando as letras de Alice. O disco foi lançado neste ano e o show já correu um certo trecho e retorna amanhã ao palco do Sesc da Esquina, local para o qual foi projetado – dentro do projeto Som da Cidade.
Rogéria está acompanhada de Fábio Cardoso (teclados), Glauco Sölter (contrabaixo), Emerson Antoniacomi (guitarra) e Edu Sallum (bateria). Tem como convidado especial Wellington Wella (Prêmio Jabuti, com o livro Brasil ao Pé da Letra da Canção Popular).
O CD teve a produção musical de Celso Fonseca. O show é dirigido por Anderson Carlos e o cenário é de Manu Daher.
Atenção para o horário: 20 horas, no teatro do Sesc da Esquina. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (comerciários, estudantes, idosos e classe artística).
No show você também pode comprar o disco, pois mais difícil que domar uma voz é encontrar à venda os discos de músicos paranaenses.
* Orquestra e Borghettinho
Encontro interessante – e inédito – acontecerá no sábado e domingo (dias 21 e 22) no Museu Oscar Niemeyer. A Orquestra à Base de Corda, do Conservatório de MPB de Curitiba, recebe como convidado o gaúcho Renato Borghetti. No repertório do encontro, estão alguns clássicos da música gauchesca. Mas, pelas características das duas atrações, haverá espaço para um banho de improvisação com o melhor da música instrumental aqui do nosso Sul friorento.
O espetáculo começa às 20 horas no sábado e às 19 horas no domingo. Ingressos a R$ 10 ou R$ 5 (estudantes, idosos, ou levando um quilo de alimento).
* Samba Ombrófilo Misto
Ombrófila Mista, dizem os especialistas, é a denominação de uma floresta de araucárias. Já Samba Ombrófilo Misto (SOM) é o título do CD que está sendo lançado pelo Real Coletivo Dub, grupo de paranaenses que misturam eletrônica com diversos ritmos nacionais e internacionais que resultam, segundo os próprios músicos, num estilo original de Curitiba. São dez músicas no álbum, que pode ser encomendado pelo site da banda: www.realcoletivodub.com.br.
E viva a música paranaense!
Lá vai, do jeitinho que a banda enviou o comunicado:
Novo baixista do Terminal Guadalupe vem do Interior
Bulla Jr.

Sai a lista do álbum virtual ao vivo
Esta é a provável ordem dos mp3 do álbum ao vivo do Terminal Guadalupe, "Como despontar para o anonimato", a ser lançado em julho. Além de documentar os shows de divulgação do disco "A Marcha dos Invisíveis", será uma homenagem da banda ao ex-baixista Rubens K - são os últimos registros dele no TG. Confira:
1. Pernambuco Chorou
2. Atalho Clichê
3. Lorena Foi embora
4. El Pueblo No Se Va
5. Praça de Alimentação
6. Esquimó Por Acidente
7. Torres Gêmeas
8. Megafone De Bagdá
9. Recorte Médio-Oriental
10. Bons Meninos Vão Para O Inferno
11. As Cinco Horas Da Jornada
12. Síndrome De Estocolmo
13. De Turim A Acapulco
14. A Marcha Dos Invisíveis
15. O Peso Do Mundo
A maioria dos arranjos está bem diferente das gravações em estúdio. São os melhores momentos da banda no projeto Terminal Guadalupe apresenta..., que foi realizado em seis noites de novembro de 2007 a abril de 2008, no Jokers Pub Cafe, em Curitiba (PR), ocasiões em que o TG recebeu grupos como Violins (GO), Los Porongas (AC), Cabaret (RJ) e Aerocirco (SC).
Da coluna Acordes Locais, desta quarta-feira (11/6), da Gazeta do Povo:
Boas idéias nem sempre fazem um bom disco. Para sustentá-las, é preciso trabalho, dedicação. A música não vive só de inspiração, mesmo que seja ela a parte fundamental de todo o processo criativo. Sozinha, não se basta. Feita esta introdução, quero falar aqui de dois discos de paranaenses que envolveram idéias criativas em um trabalho de primeira. O primeiro é Nuvens (www.nuvens.net ou www.myspace.com/osomdasnuvens
Elisandro Dalcin

Os músicos foram reunidos por Raphael Moraes, ex-integrante do grupo Poléxia, já no processo de gravação do primeiro álbum. Se a banda é nova, os componentes já têm experiência de outras formações. Além de Moraes, são Amandio Gavão (guitarra e vocal – do Dr. Smith), César Nova (piano/Hammond e sintetizadores), Luis Bouescheidt (bateria e vocal – das bandas Dave Mathews Project / Confraria Instrumental), Marcos Nascimento (baixo – das formações Gipsy Dream / The Elder) e Marcus Pereira (percussão). Com tantos cruzamentos de caminhos, as influências são muitas, mas as mais destacadas são as do pop/rock com folk music e um toque psicodélico. O instrumental é bem cuidado e tão valorizado quanto as letras que, na maioria das músicas, são um tanto angustiadas, que falam de um ser deslocado no mundo a procura de seu espaço.
Guardadas as devidas proporções e diferenças musicais, as letras lembram uma outra banda de Curitiba, que também tem trabalho novo à mostra, falo da OAEOZ (www.myspace.com/oaeoz), mais veterana, com dez anos de estrada e cinco discos. As duas mostram esse “deslocamento”, essa falta de lugar em um mundo que atropela quem pára para pensar ou sentir. Esse ser é torto, tímido, “gauche”, como definiu Drummond. Vou dar um só exemplo, mas não quero que pensem que as bandas são parecidas, apenas coincidentes em certas palavras: “O fim que chega toda manhã/ quando você fica na cama dormindo sozinho”, diz a letra de “Distância”, de OAEOZ. “Todas as noites quase morro/ Para renascer cada manhã” é o início da música “Heróis”, da banda Nuvens.
O disco Nuvens pode ser comprado na Fnac. O disco Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada, da banda OAEOZ, que tem uma de suas músicas no filme Nossa Vida Não Cabe num Opala pode ser baixado gratuitamente pela internet, no blog do Senhor F (http://senhorf.com.br), na sessão Senhor F Virtual.
Blogs de radialistas
Dois caras que se dedicam à música por amor, sem serem músicos, e dividem suas paixões em programas de rádio agora também podem ser acessados pela internet. Carlão Oliveira, que todo sábado, à meia-noite toca o programa “Encruzilhada”, de blues, na Educativa FM, agora pode também ser acompanhado pelo blog http://encruzilhadablues.blogspot.com. Outro, Vidal Costa, especialista em rock progressivo, que também tem programa na Educativa FM, se encontra no http:// artrock.wordpress.com.
Divulgação

Da coluna Acordes Locais, publicada nesta quarta-feira, na Gazeta:
Falar da própria aldeia com pretensões de ser universal é tarefa difícil. Como esta coluna é sobre música do Paraná, lembremos de alguns paranaenses. Arrigo Barnabé fez a bela valsa “Londrina”, cidade da terra vermelha que permeia os escritos de Domingos Pellegrini. O nome Maringá nasceu de uma canção. Curitiba tem dezenas de homenagens. Na literatura, é personagem constante de Dalton Trevisan e Cristovão Tezza. Os parceiros Paulo Vítola e Marinho Gallera fizeram discos e livros sobre a cidade. Também é comum que as homenagens sejam bem-humoradas. A turma do Beijo AA Força, por exemplo compôs uma música em que falava de uma pessoa que pretendia largar todos os vícios e o refrão diz: “Curitiba, Curitiba, você é a única droga que eu vou admitir na minha vida”. Carlos Careqa, mais escatológico, canta “Eu gosto de Cu-ritiba”.
Pois uma nova banda da cidade lançou um disco inteiro com músicas só sobre Curitiba e arredores, e com bom humor. O nome é Lívia e os Piá de Prédio, formada por Lívia Lacomy, Gustavo Ribeiro, Marcelo Echeverria e Márcio Miranda. O forte do disco são as letras que falam deste universo particular dos curitibanos. Começa com “submundo autofágico”, em que faz referências a este Caderno G e ao Paraná TV, como as principais metas dos grupos locais (é ironia, claro), que não vão muito longe disso. Faz citações à arquitetura local, do petit-pavé aos lambrequins, as ruas, praças e bairros da cidade. Dá uma viajadinha ao litoral para mostrar como é a travessia do ferry-boat em dia de engarrafamento.
A música título canta “você era um cabeludo do Largo da Ordem” ou “você era um skatista da Praça do Gaúcho”, ou ainda “você era um punk sujo da Boca Maldita, mas tudo mudou, não tem mais remédio, você virou um piá de prédio”. E cita alguns colégios da cidade, como o Positivo, o Dom Bosco, Santa Maria e Bom Jesus.
É claro que não poderia faltar música sobre a neve que caiu em 1975, outra sobre Maria Bueno. Tem música punk com palavras em Polonês, um samba torto para homenagear o “animado” carnaval curitibano. E a mais inesperada de todas, “Talkin’ Maragato Blues”, em que dá uma aula séria (aqui o humor ficou de fora) sobre a Revolução Federalista de 1893 – 1894, o Cerco da Lapa e a participação de Curitiba. Qualquer professor de história deveria usar a música para introduzir o debate entre seus alunos.
Cada música tem um ritmo diferente, que vai do rock ao samba, passando pela bossa nova e blues. Uma salada.
O disco é interessante para os curitibanos ou para quem quer aprender mais sobre eles. Mas creio que não tem vida fora da cidade. É o caso de cantar a própria aldeia e não ser universal.
Fui ver o show da Mallu Magalhães no Jokers nesta sexta-feira. Ainda bem que ganhei um ingresso de um colega pois na porta estava o aviso: "ingressos esgotados". Fila para entrar (as malditas e demoradas filas do Jokers). O segurança avisou que o show do Sabonetes, banda curitibana que eu também queria ver, estava começando. Quando consegui entrar, depois da meia-noite, os Sabonetes já não estavam mais no palco.
Reprodução/MySpace

Sim, Mallu Magalhães, esta menina de 15 anos, a nova queridinha do cenário pop brasileiro, que ainda não gravou nenhum disco e ficou conhecida pelas músicas que postou no MySpace, agora também é conhecida pela propaganda da Vivo. Vivas para a Vivo, que teve bom gosto. Mas Mallu não vai se resumir a um comercial.
É um fenômeno de mídia nestes tempos de internet. Agora, depois de mais malditas e demoradas filas - sim elas continuaram no demorado atendimento dos bares -, quando entrei na pista do palco, ela havia começado a tocar. Finalmente, mataria a curiosidade de vê-la ao vivo. Sem truques. Ela, no violão, banjo e harmônica, acompanhada de baixo, bateria, teclado e guitarra.
Tem o frescor da idade, para o bem e para o mal. Para o bem, porque nota-se desde já a clareza e a esperteza de suas composições. Canções folk-rock-pops. Como não poderia deixar de ser em uma garotinha, no trabalho dela é tudo muito simples, fáceis, mas com uma linha bem definida. Quantos compositores não dariam a vida por umas canções simples dessas? Para o mal, porque transmite a imaturidade, a incompletude.
O show
Tudo o que está no MySpace esteve no show. "Don´t you look back", "Tchubaruba", "Don´t you leave me", "Get to Denmark", "Vanguart" e, é lógico, "J1", a da propaganda da Vivo. Também não faltaram covers. A mais estranha, e que mostrou talento da compositora também como intérprete, foi "Leãozinho", de Caetano Veloso. Com uma voz de pouco alcance e ainda falha pela idade, ela consegue transformar as canções do jeito dela. O que seria defeito transforma-se em caráter, em personalidade. Impressionante para uma garotinha.
O mesmo escrito para o cover do Caetano pode ser dito de outro cover, o que fechou o show, de "I Am The Walrus", dos Beatles. Também numa versão toda pessoal, delicada, mas com momentos mais explosivos, feito uma adolescente, que também é doce e explosiva.
Mallu nem de longe é uma música completa. Mas, quando se pensa que ela tem 15 anos e que pode escolher entre todas as direções e caminhos para dar à sua vida, quando se vê a sua presença no palco, controlando a insegurança, apesar da insuportavelmente barulhenta platéia, e cantando suas músicas inocentes, naquele ambiente esfumaçado e alcoólico, eu, paternamente pensei, "cara, tomara que ela continue assim e não se perca".
Repercussão
Após o show, encontrei alguns jornalistas, como o Digão Juste Duarte, o Luigi, colega aqui de blog da RPC, o Daniel Fonseca. Todos gostaram e tentavam explicar por que. Ah, essa mania de racionalizar... Nada como a garotinha que, no alto de seus 11 anos, contou que tirou 58 fotos e fez 15 vídeos com seu celular e pegou muitos autógrafos. Tá bom, Mallu, usando apenas a emoção, gostaria de um autógrafo seu assim: "De Mallu para o Lobão, um Tchubaruba bem grandão".
Ah, sim, para sair, tinha mais mais uma maldita e demorada fila.
O cara que ganhou da Orquestra À Base de Corda na categoria revelação do Prêmio Tim de Música, divulgado na quarta-feira (28/5), tem 15 anos de estrada musical e já foi gravado por Maria Rita. Portanto, não seria exatamente uma revelação. Trata-se de Rodrigo Maranhão. Pelo nome, um desconhecido e, portanto, uma revelação.
Reprodução do CD

O grande negócio dele é a canção. Une referências mais clássicas da música brasileira como Noel Rosa, Chico Buarque e Caetano Veloso, como um toque mais moderno ligado a nomes do Rio de Janeiro, como o Monobloco, para citar um só. O disco é bem simples, até cru, mostra o compositor com seu violão.
O vídeo abaixo pode esclarecer mais do que se eu ficasse falando por aqui. É uma entrevista que ele deu ao programa "Andante" pela UTV, televisão universitária lá do RJ. Vale também por ter umas canções entre a conversa:
ATUALIZADOhá 4h
No, no, no: Amy Winehouse compra pão
ATUALIZADOhá 19h
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé
Compra Fácil Câmera Digital S730 Sony Em 10x de R$59.90
Saraiva.com.br Sony Ericsson K550i Em 12x de R$49.92
eFácil TV 42" LCD Philips Em 10x de R$399.90
Pernambucanas Notebook DV2760 Intel HP Em 10x de R$339.90
VIDEOLAR.COM DVD Victor & Léo ao Vivo Em 2x de R$14.95