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Quinta-feira, 28/08/2008

Blogs > Blog da Ana Clara

Blog da Ana Clara

Quem faz o blog
20/08/2008 às 16:18

Eu poderia ser o Coringa e ele usa grifes sim...


Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Mesmo quando dizia que não vestia roupas de grife o Coringa de Heather Ledger mentiu. Seu guarda-roupa foi amplamente estudado e composto por sapatos garimpados em Milão e gravatas feitas pela fábrica inglesa Turnbull & Asser, responsável   pelas roupas de figurões como o príncipe CharlesMesmo quando dizia que não vestia roupas de grife o Coringa de Heather Ledger mentiu. Seu guarda-roupa foi amplamente estudado e composto por sapatos garimpados em Milão e gravatas feitas pela fábrica inglesa Turnbull & Asser, responsável pelas roupas de figurões como o príncipe Charles


A noite em que assisti Batman, "The Dark Knight", quase não dormi. O Coringa de Heath Ledger roubou meu sono. Um humano como nós tão transformado por algum trauma que a sua vida passou a ser apenas um jogo de destruição . Eu podia ser o coringa. Qualquer um poderia ser. Assim como qualquer um poderia ter virado um Dràcula ( teclado francês não tem o acento de outro jeito!) que, ao perder sua amada em uma batalha sangrenta, abdica da luz. Ele vai às trevas por amor. Quem sabe Curinga também. Gosto de imaginar que a versão verdadeira para suas terríveis cicatrizes é aquela em que ele fala sobre a perda da mulher. Muitas vezes o amor nos deixa perto das trevas. Muitas vezes ele destrói todas as nossas possibilidades de acreditar que a vida pode ser melhor e que podemos enfim encontrar seres de bom coração que não vão nos jogar na escuridão. Para mim o Coringa de Ledger “jogou a toalha” e resolveu sacanear. Rompeu com uma máxima: a de que o bandido quer poder e dinheiro. Ele não. Ele quer revanche. Vingança. Quer machucar, destruir tudo. Não rouba para ter o luxo. Alega não vestir grifes numa cena que me chamou a atenção. O consumo do label negado por ele. Ela quer ir contra tudo que seduz e tenta provar que a maioria é burra mesmo. Bem o filme não deixa essa mensagem no final. Para os realizadores de "The Dark Knight" a maioria não é burra e o ser humano é essencialmente bom.
Lembrei do Ensaio sobre a cegueira do Saramago. Mais ou menos a mesma lógica de pensamento. Guardadas as diferenças entre uma grande obra cinematográfica e a literatura Nobel de Saramago.

E sabe que, mesmo na hora em que ele fala que não veste grifes mente? Fui atrás da historia das roupas do filme e descobri: antes das pesquisas para vestir Heath Ledger, o supervisor de costumes do filme, Graham Churchyard, decidiu, com a ajuda do próprio Ledger, que o “lado fashion” do Coringa seria meio punk-anarquista. O personagem teria um toque anos 60 do chamado Carnaby Street Mod look. Traduzindo: o principal vilão do novo filme do Batman exibiu um estilo inglês que foi moda na famosa rua de Londres Carnaby Street nos anos 60. Esses elementos foram ainda misturados a outras referências, algumas vindas de estilistas, também ingleses, como Vivienne Westwood e Alexander McQueen. Para completar o “pacote Coringa” toques dos cantores de rock Iggy Pop e Peter Doherty. Todos doidões, tanto no vestir quanto no agir.



Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / O Bruce Wayne vivido por Christian Bale teve guarda-roupa feito sob medida pelo estilista Giorgio Armani<br />
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O Bruce Wayne vivido por Christian Bale teve guarda-roupa feito sob medida pelo estilista Giorgio Armani




Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Roupas sóbrias da grife Ermenegildo Zegna vestiram Harvey Dent para interpretar o Duas CarasRoupas sóbrias da grife Ermenegildo Zegna vestiram Harvey Dent para interpretar o Duas Caras


Com toda essa mescla foi composto o figurino marcado, para mim, pelo colete verde e um longo casaco púrpura. Em resumo, as roupas do Coringa não são como os ternos Armani, feitos sob medida para Bruce Wayne ( Christian Bale) ou de Ermenegildo Zegna como as que vestiram o Duas Caras (Harvey Dent ), mas tem um grande label sim. Posso dizer que o guarda-roupa do Coringa é nobre no real sentido da palavra . Como? Seus sapatos foram garimpados a dedo em Milão ( todo mundo sabe que os italianos são os melhores no assunto). Algumas peças como as gravatas foram confeccionadas pela chiquérrima fábrica inglesa Turnbull & Asser, responsável pelas roupas de figurões como o príncipe Charles. Coringa blefou na frase das grifes e fez seu personagem continuar pulsando na minha cabeça por noites e dias sem fim. Ele não gostava de ser copiado. Boa jogada.

12/08/2008 às 09:43

Hipocrisia na moda. Nem toda nudez é permitida...

Ontem fui dormir com este assunto entalado na minha garganta: o vídeo censurado da Eva Mendes para o perfume "Secret Obsession" da Calvin Klein. A campanha, segundo os padrões americanos, é forte demais para ser veiculada ( se você ainda não viu veja e comente). Por isso, cortaram a Eva.


Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / A nadadora Amanda Beard posa nua para campanha do Peta contra o uso de peles...A nadadora Amanda Beard posa nua para campanha do Peta contra o uso de peles...


Ontem também vi a foto da nadadora americana Amanda Beard. A atleta aparece peladona num cartaz divulgado agora nas Olimpíadas de Pequim contra o uso de peles. Mais uma a emprestar o corpão nu à entidade People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) que combate o uso de peles e que teve, no final do ano passado, Eva Mendes como apoiadora. O que me fez ficar indignada é como Eva Mendes e Amanda servem nuas para a Peta e Eva não serve para a Calvin Klein?
Hipocrisia pura. Tenho percebido que ela reina neste mundo de moda e levantamento de bandeiras contra o uso de peles. Na minha coluna Agora é Moda de domingo retrasado, no Viver Bem da Gazeta do Povo, publiquei uma foto de uma mulher usando um casaco verdadeiro de peles e disse que não cabia a mim julgar ou não o uso delas. Mas cabe sim mostrar quando o povo diz que não usa, se promove através do Peta, e usa sim. No domingo seguinte contei que a Miuccia Prada assinou um contrato com o órgão no qual se comprometia a não fazer mais peles e não cumpriu. Ninguém cumpre pelo visto. Até Stella Mcartney foi acusada, ano passado, de usar pele de avestruz em sua coleção para a Adidas. Logo ela que é Bio total. Nada ficou provado, mas a polêmica foi grande. Bem, volto à nudez de Eva. Não entendi o que tem demais nas cenas do anúncio da Calvin Klein. Não entendi mesmo. Num mundo onde a nudez não é mais segredo faz bastante tempo e gera lucros milionários para quem faz uso dela, por que censurar a Calvin Klein? Por ter feito uma campanha baseada na sensualidade e não na vulgaridade? Seria esta a condenação? Baixaria pode. Bom gosto não. Eu fico com a Eva para a Calvin Klein e aposto que, em pouco tempo, se for necessário, a Amanda empresta o corpão para um editorial de uma grande revista e coloca pele sim. Foi o comentário de um vendedor de uma grife aqui de Paris sobre uma top model que já aderiu à campanha do Peta. " É, ela posa nua para promover o Peta e vem aqui na nossa loja e compra casaco de vison".
Mundo de plástico este.


Curte aqui o vídeo com cenas "fortes" da Eva...

Beijos

07/08/2008 às 08:29

Vai um vestido-envelope aì?

No post de ontem escrevi sobre a mesma artista que o Aldrin do blog Buzz. Super coincidência os dois caírem de amores pelo som da Katy e postarem sobre ela no mesmo dia, ainda que com abordagens diferentes. Isso é o bom do blog. Existe uma troca e uma cordialidade entre os blogueiros. Falei antes que blogar é uma paixão. Acho que são poucos os blogs no mundo que vivem para ganhar dinheiro. A gente vive pelo prazer de dar uma boa informação e para dividir nossas idéias com quem é a fim.
Bem e minha foquinha volta a aparecer aqui. Marcella Ruschell fez um poste sobre o vestido-envelope da Diane von Fustenberg. A estilista criou a peça na década de 70, mais precisamente no ano de 74. Diane teve seu primeiro contato com o jersey, material que faz a peça, na Itália. Antes de virar Fustenberg, ela se chamava Diane Halfin e fez um estágio onde conheceu o tecido molinho e fresquinho. Depois casou, mudou de nome e passou a viver em Nova York onde conheceu Diana Vreeland, a Anna Wintour daquela época. A poderosa chefe da Vogue Us lançou Diane e seus envelopes foram sensação imediatamente. Tudo o que uma mulher precisava era um vestido para estar linda. Elas tinham razão. Vestidos realmente facilitam a vida da gente e hoje os envelopes continuam em alta. Diane foi super copiada até pela brasileira Issa que confecciona peças quase iguais em Londres. Ela faz sucesso no Brasil e fora também. Tenho vestidos das duas. O da Diane não é envelope. O da Issa é quase. Mas confesso que me sinto meio too old com ele. Talvez o modelo tenha datado. Talvez o meu Issa seja comprido demais. O que a Diane usa na foto é mais curto que o meu. Ainda não sei. Preciso refletir melhor. Enquanto isso solto o texto da Ma.


"Feel like a woman"



Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Diane posa com sua criação o vestido-envelope. Modelo eternizado na década de 70 e ainda hoje usado como arma de sedução...Diane posa com sua criação o vestido-envelope. Modelo eternizado na década de 70 e ainda hoje usado como arma de sedução...

Mulheres sempre usaram saias e camisas, seja por classe ou bons costumes. Na década de 70, uma jovem estilista que queria aparecer no mundo da moda resolveu ousar no clássico: uniu as peças mais abundantes nos closets das mulheres e criou o novo, o wrap dress, ou vestido envelope. Diane von Furstenberg criou uma peça curinga que satisfaz o ego de qualquer uma, afinal se queremos algo que nos emagreça, alongue, combine com tudo e nos deixe elegantes sem erro, recorremos ao nosso wrap; se o objetivo é ficar sexy, estampada, colorida, sem abrir mão do chic vamos diretamente para o cabide curinga.
Ainda hoje o charmoso vestido envelope desfila entre as mulheres de estilo clássico. Diane von Furstenberg conseguiu o que queria, fazer as mulheres se sentirem como mulheres, ousadas, decididas, femininas e delicadas.

Vou e volto assim que puder...
Vou tentar encurtar meu wrap dress >by Issa.
Quem quiser conhecer a Issa pode ir na loja Bazaar em Curitiba ou na NK Store em São Paulo. Sei que elas vendem a marca. Prepare-se para o susto. Os Issa são caríssimos.

Beijos
A+

06/08/2008 às 08:20

Lesbian chic pin-up anos 2008



Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Pin-up anos 2008 , Katy Perry canta dizendo que beija mulher. Uma candidata a nova Madonna numa época em que o lesbianismo chique volta à tona...Pin-up anos 2008 , Katy Perry canta dizendo que beija mulher. Uma candidata a nova Madonna numa época em que o lesbianismo chique volta à tona...


Katy Perry é uma garota americana com cara de pin-up e voz de quem pode bater a Amy Winehouse. Ela entra em destaque justamente num momento em que quem curte vozes femininas pode começar a se cansar da decadência da inglesa Amy. Katy tem ainda mais chances de se tornar a nova sensação da mídia porquê mexe num terreno em alta graças ao romance da linda atriz Lindsay Lohan com a DJette Samantha Ronson.
Em seu novo som- que eu escutei hoje pela manhã e gostei- Katy faz o que precisava ser feito numa hora como essa. Põe o corpão à mostra e beija uma mulher. Copia Madonna e Lindsay e entra na corrente comprovando que lesbianismo chique ou lesbian chic é moda de novo.


Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Katy Perry entra na roda. Mais sexy que Gwen Stefani e Avril Lavigne, a cantora americana tem voz e toque sedutor que a moda e a música adoram...Katy Perry entra na roda. Mais sexy que Gwen Stefani e Avril Lavigne, a cantora americana tem voz e toque sedutor que a moda e a música adoram...


Bem, eu não estou aqui para dizer apenas o que me agrada pessoalmente como opção sexual. Não tenho nada contra apenas porquê não sou homo. Não posso julgar o que não vivo, não conheço e por isso não tenho aval para discorrer sobre o assunto. Mas tenho aval para gostar, e muito, do som e do estilo da Katy e para achar que exercer a liberdade sempre é bom, apesar de não haver nenhuma novidade no fato de mulheres se beijarem. Na década de 20 o lesbianismo se manifestou com elegância pela primeira vez. E 30 anos mais tarde as pin-ups apareceram como um contraponto ao movimento. Eram as anti-lésbicas com suas caras e bocas vestindo roupas ingenuamente provocantes. Katy funde os dois elementos em um e cria a lesbian chic pin-up anos 2008. Voilà. Que seja. Beijos. Escuta o som e depois me fala o que acha.


01/08/2008 às 08:23

Coca-cola veste Cavalli...


Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / A garrafa de Coca-cola A garrafa de Coca-cola "vestida" por Roberto Cavalli...

As ruas da Europa estão lotadas de turistas. O calor em Paris durante a semana foi insuportável. É tempo de entressafra da moda. Os desfiles internacionais, rodada primavera-verão 2009, começam em setembro e o jeito é inventar lançamentos e prévias para gerar noticia. Nas revistas o anúncio de uma onda rouge e fora delas uma coisa eu digo: vai ter febre de Coca-Cola Ligth entre os loucos por moda. Aposto! Depois de ler e ver a jogada da empresa em vestir uma garrafa sua de Roberto Cavalli. A garrafinha de edição limitada será vendida na Itália entre setembro e dezembro.
Marca registrada do estilista italiano de 67 anos a estampa de bicho é a decoração da peça. Por falar na bicharada, quero registrar: as estampas sempre são moda, mas eu tenho receio delas. Nunca usei. Fiz algumas tentativas frustradas. Quero dizer: compro, penso que vou usar e quando visto acho demais para mim. Meus bichos todos vão parar no guarda-roupa de minhas amigas que curtem. Completando o raciocínio que, segundo um amigo, pode ser prejudicado pelo rádio ligado durante o tempo em que trabalho, as estampas de bichos como as onças e zebras voltam pela milionésima vez aos editoriais e lojas da Europa. Tem uma bolsa zebrada da Dior que é número 1 da minha "lista de desejos". Desta vez vou conseguir ultrapassar a barreira entre a vontade de ter e a real utilidade do que compro? Comprarei e usarei? Não comprarei porquê não usarei? Ou comprarei e usarei?
Na dúvida, empresto por uns dias um modelo com a estampa meio surrada da minha sobrinha e testo a minha capacidade de carregar um bicho. Indo para a rua. Amanhã vou para Disney ver se acho moda.
Beijos


29/07/2008 às 06:44

Moda é arte: uma Melissa por Zaha Hadid...


Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Melissa desenhada pela arquiteta Zaha Hadid vai ser vendida a  partir de setembro exclusivamente em site inglês...Melissa desenhada pela arquiteta Zaha Hadid vai ser vendida a partir de setembro exclusivamente em site inglês...

Adoro quando chega às minhas mãos uma nota que comprova as coisas que tanto afirmo em relação às conexões da moda com tudo. Volto das férias hoje e, sem culpa, continuarei a fazer meus posts exatamente do tamanho que minhas idéias os comportam. Aqui é lugar de liberdade e não de escravidão e, exatamente por isso, os posts não têm tamanhos iguais. São naturais, como tudo deveria ser nesta nossa vida. Ponto, ponto e ponto final. Não falo mais no assunto. Falo sim da Melissa que a arquiteta Zaha Hadid acaba de desenhar. A peça que vai ser vendida a partir de setembro na London's Dover Street Market é uma das coisas que chamo de "obras de arte" da moda. Sabe por quê? Foi feita por uma grande artista contemporânea, como é o caso de Zaha. Quem ainda não a conhece saiba: foi ela quem fez em Tokio o Mobile Art Chanel, uma obra fascinante feita apenas pelo amor e união da arquitetura à moda. Não é para vender. Não é para nada a não ser arte pela arte. Coisa de louco. É a minha vibe. Por isso gostei, amei a Melissa que Zaha fez. E, caso eu compre, o que provavelmente tentarei fazer, se o preço couber no meu orçamento, guardarei para apreciar como faria com qualquer outra obra de arte. É assim que vejo a moda e a vida. Entra no site do Mobile Art e capta a essência dele aqui.
Beijos
Viva la vida!

15/07/2008 às 12:05

Amarre-se: os novos lenços da moda...

Estou afastada por alguns dias de minhas publicações virtuais. Se a gente não descansa por vontade, algumas coisas acontecem que te fazem descansar forçosamente. São pequenas férias para resolver assuntos pessoais. Não vou deixar de postar, mas quero explicar meu sumiço por alguns momentos. Mesmo na paradinha deixo uma imagem para vocês anotarem um toque adiantado e importante da moda de agora: usa-se de novo o lenço floral, típico de Portugal. Sai o Keffieh( aquele dos árabes que viraram febre depois que a Balenciaga colocou em sua coleção de inverno de 2007/08) e entra ele? Quase isso.


Ana Clara Garmendia

Ana Clara Garmendia / Moça pelas ruas de Paris usa lenço de motivos portugueses. Renovação na moda sempre...Moça pelas ruas de Paris usa lenço de motivos portugueses. Renovação na moda sempre...

Os lenços das arábias perdem um pouco de força. As echarpes compridas de diversos motivos e também os modelos pequenos ganham espaço. Para saber o que usar? Basta você gostar, se olhar no espelho e ver se fica bem...
É isso.. Volto semana que vem ok?
Beijos

04/07/2008 às 05:32

Desfile de alta-costura da Chanel se engaja com campanha de segurança nas estradas francesas


Divulgação/ Chanel

Divulgação/ Chanel / Modelo desfila em Paris durante temporada de alta-costura outono-inverno 2008/09Modelo desfila em Paris durante temporada de alta-costura outono-inverno 2008/09


Depois do desabafo do post anterior me regozijo com o que vou contar hoje. Dia desses começou a ser veiculada na França uma campanha de conscientização para a entrada em vigor de uma nova lei. A partir de outubro todo mundo deverá carregar em suas viagens dois importantes itens de segurança. Em caso de pane do carro, em qualquer rota, as primeiras medidas a serem tomadas devem ser essas: colete e triângulo. Até aì tudo bem não fosse o garoto-propaganda o kaiser da moda francesa Karl Lagerfeld.


Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet / Duas semanas antes dos desfiles da alta-costura foi lançada a campanha de segurança nas estradas francesas em que o criador Karl Lagerfeld é o protagonista...Duas semanas antes dos desfiles da alta-costura foi lançada a campanha de segurança nas estradas francesas em que o criador Karl Lagerfeld é o protagonista...

" É amarelo, é feio, não vai com nada, mas pode salvar a vida" diz a frase do cartaz divulgado pelo governo francês, quatro meses antes da nova lei entrar em vigor.
Achei bacana Lagerfeld, designer da Chanel, Fendi, de sua própria grife, fotógrafo e proprietário de uma grande livraria em Paris emprestar sua convincente imagem a um propósito coletivo.



Ana Clara Garmendia

Ana Clara Garmendia / Assessor de Lagerfeld encerra desfile de alta-costura da grife Chanel vestindo colete de segurança nas estradas francesas...Assessor de Lagerfeld encerra desfile de alta-costura da grife Chanel vestindo colete de segurança nas estradas francesas...

Surpreendi-me ao vê-lo colocar o colete no encerramento do luxuoso desfile de alta-costura outono-inverno 2008/09 na última terça-feira pela manhã no Grand Palais. .
Faz muito tempo que eu insisto que a moda é vazia se formos olhar apenas sob a ótica dos desfiles. Pelo visto não sou apenas eu a partilhar a idéia de que, mesmo os desfiles, precisam se renovar e deixar de ser o que viraram: um grande circo de egos onde mulheres magérrimas mostram roupas a serem usadas em uma realidade distante do que é realmente nossa vida hoje. Lagerfeld simplificou suas roupas. Menos brilho, menos cores, menos cabelo, menos maquiagem, nada de jóias. A alta-costura toda passa por uma renovação ( que fique claro não todos os estilistas estão nessa) onde os vestidos são lindos, mas podem ser usados em noites de festa comuns. Coco Chanel foi a responsável pela simplificação dos trajes femininos no início do século 20 e, se fosse viva hoje, tenho a certeza de que gostaria de ver sua grife prestando um serviço ao cidadão, em meio ao grande circo de luxo que é um desfile seu.
Em tempos onde o Brasil passa pelo choque da Lei seca é um bom exemplo o francês de primeiro avisar, educar e depois punir.


Ps: Muita gente vai querer compra o colete achando que é moda para ser usada no dia-a-dia. Sei que alguns não tinham a informação da real utilidade da aparição do assessor de Lagerfeld com o colete amarelo.
Beijos
Ana Clara


01/07/2008 às 08:32

Sobre Dior, Suzy e Paris...

E faz alguns dias que a correria de desfiles está enorme por aqui. Me desdobro em mil entre afazeres diários de uma mulher comum. É casa, supermercado, ginástica, cuidados em geral com o look mais a vida de uma jornalista que, no momento, tem o foco na moda. Não fui minha vida inteira interessada apenas nela. Passei por várias editorias até desembarcar nesse mundo fútil e por vezes cansativo. Não fosse toda a história da vestimenta tão importante para as relações sociais, políticas e econômicas podem ter certeza: eu não estaria nessa. Não suporto o frufru e não agüento a ignorância da superficialidade travestida de "pouco caso" das coisas. Explico: tenho ido a vários eventos de moda e dia desses presenciei uma cena que me deixou pasma. Uma atriz famosa da televisão brasileira fazia turismo em Paris e, como eu, estava na saída das pompas fúnebres do YSl. Eis que a dama, se é que se pode chamar assim alguém que pense como ela, ao ver a Suzy Menkes ( fotada aqui) dando entrevista a um canal de televisão fez o comentário em alto e bom tom: " Quem é ela?" Sem resposta prosseguiu " não tem importância quem seja feia desse jeito não adianta nada". Foi mais ou menos essa pérola que saiu da boca da atriz protagonista de diversas novelas de sucesso e capa de Playboy, que eu me lembre uma vez. Fiquei enojada, pasma e envergonhada ao ver uma pressuposta parte de nossa elite brasileira pensar assim.



Ana Clara Garmendia

Ana Clara Garmendia / Suzy Menkes do Herald Tribune também na correria de conseguir uma foto para ilustrar suas matérias. Quem sabe faz ao vivo e não faz pose...Suzy Menkes do Herald Tribune também na correria de conseguir uma foto para ilustrar suas matérias. Quem sabe faz ao vivo e não faz pose...

A beleza não é tudo. A de Suzy veio em conhecimento, em rapidez e em força de trabalho. Mesmo sendo a principal redatora de moda em ação no mundo hoje ela também corre com sua maquininha na mão. Busca uma foto de Carine Roitfeld, editora da Vogue Paris e também outra agradável e solicita profissional. A foto da Carine na coluna de domingo na Gazeta.



Ana Clara Garmendia

Ana Clara Garmendia / Blazer e camiseta branca: Dior Homme vem assim também em 2009...Blazer e camiseta branca: Dior Homme vem assim também em 2009...


Hoje as imagens do desfile de domingo da Dior Homme. Muitas slims, camisetas brancas, jaquetas em vinil e o tênis basquete branco como um dos grandes standards
masculinos de agora. A volta do modelo anos 80 atravessou a barreira das ruas e entra na passarela de uma das grifes mais adoradas por roqueiros, celebridades e pessoas ligadas em roupa durável com descontração.
Mais sobre os desfiles de Paris aqui



Ana Clara Garmendia

Ana Clara Garmendia / Receita básica: calça slim, camisa de mangas curtas e tênis basquete branca. Roupa para não errar...Receita básica: calça slim, camisa de mangas curtas e tênis basquete branca. Roupa para não errar...


Volto logo
Bisous
Beijos

23/06/2008 às 08:15

Meu afeto com a Sexxes

Eu começo a segunda-feira sem falar em Paris. Saudosa de Curitiba recebi dia desses algumas imagens que o Daniel Katz fez da campanha de inverno da grife de meu amigo Júnior, a Sexxes. Tudo bem, ele pode até ter vendido ações e tal, me lembro de ter escutado algo quando estava aì, mas para mim a Sexxes é e sempre vai ser do Júnior. Minhas primeiras matérias paranaenses sobre moda foram com ele, com o Silmar Alves, o Elon Marcos ( hoje Pin e Nu) e a Miriam Paintinger. Entrevistei, vivi suas coleções e seus percalços, enfim passei aquela barreira que dizem os jornalistas não poderem passar: fiquei amiga do estilista da Sexxes Antônio Gabardo Júnior e de toda essa turminha que citei acima.
Voltando ao Júnior: sabe o que mais manteve essa amizade em pé? Júnior com seu jeito tímido e grande conhecedor de moda, nunca me retaliou, se por acaso eu cheguei a fazer algum dia uma critica sobre seus desfiles. Ao contrário, rolava um papo legal depois onde a crítica e o criticado chegavam a denominadores comuns. Com isso crescemos sem jogos de egos, sem disputas, sem brigas, apenas com trabalho e troca de conhecimento. Então esse é um post de alegria por ver a Sexxes com belas imagens do Dani ( outro amigo amado que sempre me manda excelentes imagens e jamais me cobra sua publicações) e de respeito pela história que a grife tem. Solto o texto da Marcella para falar mais precisamente o que é a coleção. E envio os meus mais sinceros e calorosos desejos de sucesso. Desculpe, ultrapassei a barreira, mas é por uma boa causa. Nossa boa moda paranaense merece crescer, vender e se mundializar.

Black Sexy Sexxes
Por Marcella Ruschel
Black é a proposta para a coleção de inverno da Sexxes. Um misto de “rock’n’roll” com sensualidade mostra que cada vez mais a marca ganha força e um estilo próprio.


Daniel Katz/ Divulgação Sexxes

Daniel Katz/ Divulgação Sexxes / Sexxes reproduz bem o espírito mundializado da moda e isso é o melhor que a moda paranaense pode fazer. A regionalização prejudica os negócios internacionais...Sexxes reproduz bem o espírito mundializado da moda e isso é o melhor que a moda paranaense pode fazer. A regionalização prejudica os negócios internacionais...

Os meninos sentem-se a vontade vestindo black jeans e detalhes que remetam a sua masculinidade. E eles amam as caveiras.


Daniel Katz/ Divulgação Sexxes

Daniel Katz/ Divulgação Sexxes / Audrey vira amuleto na coleção de inverno da Sexxes...Audrey vira amuleto na coleção de inverno da Sexxes...

As meninas ganham atitude com trench-coat acinturados, skinny jeans e Audrey Hepburn como amuleto.
Pensando em conforto, sem esquecer a elegância, a a grife paranaense entra no inverno com uma coleção para o ano todo.

Beijos
Bacios
Bisous
Besos
Kisses

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