Enviado por , 09/06/2008 as 09h05
A virada da Politec
Há pouco tempo, um mistério foi desvendado pela Politec. Os profissionais que trabalham na sede da empresa já cochichavam nos corredores, e os que trabalham fora da sede comentavam por e-mail e MSN: "a empresa está sendo vendida. Vamos pra rua? Vamos passar aperto?"
A resposta finalmente é: parece que não. O fato é que a Mitsubishi comprou 10% da Politec para torná-la sua principal fornecedora de TI, e transformá-la na primeira multinacional brasileira de verdade em tecnologia.
Lembro de ter visto uma nota pequena quando a revista IstoÉ deu a dica em final de 2006 que a Politec tinha fechado um bom negócio com a Mitsubishi do Japão para outsourcing remoto. Isso aconteceu um pouco após um evento em que participei no Rio, o Brazil Outsourcing, onde um gerente da Politec explicou a estratégia da empresa para conquistar o mercado japonês: falar japonês fluente e ter presença forte no país, coisa com a qual os indianos não deviam estar se ocupando. Com um grande número de descendentes japoneses, o Brasil seria um excelente lugar para se colher futuros profissionais de TI que tivessem uma ligação forte com a cultura nipônica, facilitando muito a prestação de serviços.
Durante várias vezes em 2007, executivos da Politec viajaram ao Japão para tentar ampliar o contrato. Li há um tempo na Carta Capital (não achei o link, mas achei isso) que a Politec já tinha faturado milhões no primeiro grande projeto, mas essas viagens resultaram em uma ampliação: a Politec passou a servir 30 empresas do grupo Mitsubishi e diversas filiais internacionais.
Em 2008, o que parece ser um longo processo de negociação chegou ao fim: a Politec deu 10% da sua propriedade à Mitsubishi, que se comprometeu a pagar até US$ 100 milhões por isso (colocando a Politec em um valor de mercado próximo de US$ 1 bilhão de dólares). Os investimentos serão distribuídos nas subsidiárias internacionais da Politec pelo mundo e adquirir novas empresas. E o mais importante, o peso do nome Mitsubishi para ajudar a expandir a marca da Politec no cenário mundial.
[ Conclusão ]
O que isso afeta no seu dia a dia? O que isso muda no mercado nacional? Se você parar pra pensar, é muita coisa.
Muda porque depois que o Google comprou a Akwan em 2005, não houve uma aquisição tão significativa - parcial ou completa - de uma empresa brasileira por uma gigante internacional. Isso gradativamente fortalece a imagem do Brasil como provedor de tecnologia frente aos olhos de executivos mundiais que fizerem seu dever de casa, ampliando o poder de participação do Brasil na TI global.
Muda porque o cenário de fusões e aquisições que vem se formando ao redor da TI brasileira está facilitando mais a entrada de grandes players internacionais. Isso deve incluir grandes empresas indianas, americanas e européias de TI, que cada vez mais tentam marcar presença no território brasileiro para atenderem melhor seus clientes locais. Por isso, empresas médias de TI - e até mesmo pequenas empresas regionais - podem ser alvo de assédio de grandes empresas para montarem operações locais.
Muda também a vida dos empresários de TI brasileiros, que precisam fortalecer e profissionalizar suas operações - caso queiram perspectivas de crescimento através da aliança com empresas internacionais. Normalmente, quando um empresário tem sua empresa comprada, ele é contratado como executivo da empresa maior e deve se manter lá por 1 ou 2 anos - quando pode sair, embolsar o resto de seu dinheiro e partir para o próximo empreendimento.
Muda a vida diária do profissional de TI, porque se ele JÁ for um excelente profissional ou estiver chegando lá, agora tem cada vez mais escolhas. Horizontes que existiam antes, mas ainda eram restritos a poucas pessoas... Trabalho no exterior, crescimento de carreira em uma grande empresa, remuneração mais próxima de países desenvolvidos. Bom demais.
Muda a vida diária dos outros profissionais de TI, porque se eles não se diferenciarem cada vez mais... têm agora cada vez menos escolhas. A única saída é conseguir resultados concretos para melhorar a visão que sua gestão tem sobre eles - infelizmente, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Ah, e se você não sabe Inglês ou está inseguro com relação à fluência... Melhor estudar, conversar no MSN, ler livros americanos... Porque em breve não dá mais tempo. Enquanto você reclama ou se lamenta, tem gente aprendendo Japonês ou Espanhol como 3.a língua fluente.
Existem outras mudanças, mas já posso parar por aqui. Um contexto como esses muda a vida de todo mundo, e essa aquisição parcial da Politec mostra que a coisa não tem mais volta.
regras para comentários |
Enviar comentário
enviar | link permanente
Enviado por , 31/03/2008 as 11h45
Leitor pergunta: "Devo entregar minha recolocação a um headhunter?"
Quem já lê o mundo.IT há algum tempo, sabe que eu não divulgo nomes de leitores nem invento pseudônimos. Portanto, hoje temos outro ilustre anônimo com uma pergunta interessante:
"Há um tempo, uns caras de SP me ligaram querendo que eu fosse até lá pra fazer entrevista para uma multinacional (não falaram o nome). Era a maior furada... (...)
Quando eles me ligaram, comecei a pesquisar na internet sobre a empresa. Em um fórum, achei uma pessoa dizendo que eles cobravam pra arrumar o emprego... então decidi não ir. Conheço uma pessoa que viajou até Curitiba em uma situação parecida, e perdeu uma boa grana na brincadeira.
Queria saber mais informações sobre os tão falados headhunters - isso funciona mesmo?"
A resposta - como sempre - vai inteira, mas direto ao ponto.
[ O Headhunter ]
Quando uma empresa quer procurar por executivos ou gerentes para contratar, ela normalmente paga um headhunter. Esse é o nome do profissional de RH tão conhecido que, caso você não saiba, significa "caçador de cabeças".
Existem profissionais de diversos tipos usando headhunting como um trabalho. Vamos separá-los então em três grupos:
-
O analista de RH, que filtra milhares de currículos para repassar um número menor à empresa contratante
-
O especialista de RH que garimpa profissionais com perfis bem determinados, tentando atender muito bem a uma demanda específica
-
O aliciador de RH, que ganha dinheiro às custas da insegurança do desempregado indefeso ou profissional descontente e inocente.
Se os dois primeiros procurarem você, tudo está bem. O problema é quando você é abordado pelo terceiro... Por isso, sua sanidade depende de você conseguir distingui-lo dos outros.
[ A máfia ]
Headhunters aliciadores não têm ética, capacidade ou vontade de fazerem seu trabalho direito, e isso gera muitos depoimentos de experiências péssimas por profissionais de TI.
Esses depoimentos normalmente são verdadeiros, porque existem muitas empresas de aliciamento que enganam e lesam candidatos a empregos. Pior: algumas pessoas gastam muito além do que podem devido ao desespero de não continuarem desempregados... Tudo começa com um telefonema de um desconhecido que normalmente corre assim:
Voz: "Gostaria de falar com Fulano da Silva?"
Você: "Sou eu mesmo"
Voz: "Olá Fulano, tudo bem? Meu nome é Baltazar Bulhões, e sou headhunter da empresa XYZ RH. Tivemos informações sobre você no mercado e temos uma vaga exata para o seu perfil, com uma remuneração muito boa."
Você: "Mas quem exatamente me indicou?"
Voz: "Só um minuto... *pausa* não encontrei o nome agora, mas de qualquer forma decidi ligar imediatamente - oportunidade assim passa rápido... Precisamos marcar essa entrevista com urgência!"
Você: "Bom, então me fale um pouco sobre a oportunidade..."
Voz: "É uma empresa multinacional com um salário excelente!"
Você: "Certo, mas que empresa?"
Voz: "Por questões de confidencialidade, não posso dizer o nome."
e a conversa segue daí. Situações muito similares são descritas por uma antiga reportagem da Folha de São Paulo, que assinantes do UOL podem ler
aqui e não-assinantes
aqui. Uma dica importante dessa máteria é que currículos online totalmente abertos podem ser perigosos, porque podem ser coletados por empresas com más intenções. Veja só: o levantamento feito pela Folha com pessoas que caíram ou quase caíram no golpe mostra que 80% receberam o tal telefonema, e 76% tinham incluído recentemente seus currículos em sites de grandes empresas de recolocação.
[ Como me proteger? ]
Desconfie de qualquer abordagem ou serviço que use frases como as acima, evitando se identificar e dizendo coisas como:
- "Sei que já estamos adiantados no processo de entrevista, mas ainda não posso divulgar o nome do empregador"
- "Tentamos o máximo que pudemos, mas seu currículo está pouco atrativo. Sugerimos que você contrate nosso serviço de revisão de currículo..."
- "Temos tido dificuldades de encaixar seu perfil. Que tal você participar de nossos cursos de aprimoramento profissional?"
- "Está tudo acertado para a entrevista, mas é preciso arcar com os custos da viagem e pagar uma pequena taxa de inscrição no processo seletivo"
Evite também deixar seus dados de contato totalmente abertos em sites de currículos, mesmo que estejam disponíveis só para cadastrados no site. Procure alguma opção de privacidade no perfil que somente mostre dados de contato a alguém individualmente autorizado por você.
Além disso, cuidado para não confundir essa extorsão explícita com meras opiniões negativas sobre um determinado site ou serviço de empregos. Para saber mais sobre esses últimos, procure portais como o
ivox e busque mensagens de usuários dos serviços de empresas específicas.
[ Conclusões ]
Por que nós da tecnologia não tivemos a mesma sorte de jogadores de futebol ou modelos, que tiveram um "descobridor de talentos" a seu favor? Não podiam ter inventado uma palavra melhor que headhunter? Por isso, aqui no mundo.IT, as mocinhas de RH são sempre chamadas de "recrutadores"... exatamente como você tem visto na série "
Criando seu melhor currículo".
Quer conselho sobre headhunters? Então guarde bem isso aqui:
- empresas de recolocação sérias cobram da empresa contratante, e não do candidato
- empresas de coaching profissional cobram do candidato, e não necessariamente trabalham sua recolocação
- headhunters sérios buscam profissionais dentro de seu networking, e não anunciando vagas em diversos jornais. Alguns podem até utilizar Gazeta Mercantil ou similares, mas sempre especificando o cargo
- empresas decentes convocam o candidato para uma entrevista sem cobrar nada, pagando inclusive todos os custos de uma eventual viagem
E o mais importante: comece a procurar seu próximo emprego ANTES MESMO de precisar dele. Use seu networking, seja em
redes de profissionais ou junto aos seus amigos e colegas de trabalho. A hora de deixar seu currículo tinindo é agora, e não na hora que você precisa.
regras para comentários |
Enviar comentário
enviar | link permanente
Enviado por , 01/03/2008 as 01h08
Como em todo país, a TI do Brasil é única...
Consegui uma folga em fevereiro, e aproveitei para passar alguns dias na Campus Party 2008. Conversei com muita gente envolvida com open-source, blogs, desenvolvimento de software, robótica e games, além de comprovar algumas idéias e descobrir coisas novas. Por exemplo:
- O nerd brasileiro está longe do estereótipo de nerd americano. O nerd brazuca é até esquisito às vezes, mas tem facilidade em se socializar, muitos praticam esportes e quase sempre são respeitados pelos não-nerds. A imprensa procurava gente esquisita e de roupa estranha para retratar o evento, e acabou topando com cabelos azuis e gente tatuada.
- Com uma conexão praticamente ilimitada à Internet - chegando a velocidades de download de 1 GB/segundo em um ponto de rede padrão - a Campus Party entregou mais informação para a Internet do que retirou dela. Foram baixados 150 TB, mas subidos 300 TB para a rede.
- Foi um ambiente 100% anárquico e sem policiamento ostensivo. Os seguranças trabalhavam somente no controle de acesso à parte fechada do evento, e foram registrados apenas 6 incidentes em 7 dias: coisas como sumiço de teclados ou câmeras.
- Ao invés da jogatina constante das edições anteriores na Espanha, a Campus Party Brasil teve ativismo, colaboração, festas, passeios no Ibirapuera e muita gente saindo da frente do computador.
- Existem muitos projetos legais em tecnologia no Brasil, e também gente bem qualificada para trabalhar com TI - pelo menos umas 200 eu garanto que vi por lá.
Mas 200 é muito pouco. Será essa diferença na essência nerd que faz os geeks americanos serem mais tecnologicamente avançados que os brasileiros? A falta de outros interesses, a pouca sociabilidade, a necessidade de afirmação e aceitação, a cultura competitiva americana e o fácil acesso à tecnologia? Não sou sociólogo, então mantenho minhas teorias para mim mesmo.
Mas agora acabou o Carnaval, acabou o Campus Party e o ano novo começa no mercado de TI. Obviamente, o mercado global
quer contratar ainda mais em 2008: 70% dos diretores em empresas de todo o mundo querem mais pessoas em suas equipes, e 50% disseram que está bem mais difícil contratar pessoas qualificadas. Os engenheiros de software - analistas e desenvolvedores, entre outros - são os mais disputados nesse mercado, segundo 54% dos diretores.
Ao mesmo tempo, 65% dos executivos disseram que os postos de trabalho estão migrando para países de menor custo (como China e Índia). Mesmo assim, essa migração parece ser um transbordo da capacidade interna, e não uma diminuição da oferta de vagas. E por incrível que pareça - não para mim, que bato nessa tecla constantemente aqui e no
Mundo.IT - a falta de pessoas qualificadas em TI é problema em todo o mundo.
Novamente precisaram de uma
pesquisa para comprovar o que a intuição já falava. 750 CIOs e CEOs de 23 países foram entrevistados, e 58% reclamaram do número insuficiente de pessoal para contratação (comparado a 35% em 2005). Do total, 38% também reclamam que as pessoas não têm as competências que deveriam...
Agora veja você... por mais que o empresário brasileiro reclame que o Brasil não vai pra frente por falta de gente capacitada, ele só está participando do coral desafinado de diversas línguas e culturas. É
óbvio que a demanda por postos de trabalho cresce mais que a oferta de profissionais devidamente capacitados para esses postos.
Confrontando isso tudo, dá pra garantir que em tecnologia o Brasil é único (como qualquer outro país).
regras para comentários |
Enviar comentário
enviar | link permanente
Enviado por , 01/03/2008 as 01h02
Positivo ou Negativo?
No mercado de TI, tudo que é muito bom para os empregadores costuma ser ruim para os funcionários. Graças às raras exceções, nós mantemos nossa esperança.
Um bom exemplo vem da leitura dessa notícia: Positivo é a 10.a maior fabricante de desktops do mundo. Então você pensa "Brasil-sil-sil!" e logo descobre mais essa: "Lucro da Positivo Informática cresce mais de 66% em 2007"
Quando o
tema da vitória começa a tocar no fundo, você encontra essa notícia aqui:
"CUT-PR denuncia péssimas relações de trabalho na Positivo Informática". Veja o trecho que inicia a matéria:
"Baixos salários, demissões imotivadas, assédio moral, ausência de Plano de Cargos e Salários (PCS), redução do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Todos esses fatores, aliados à ausência representativa do sindicato da categoria (Seletroar), fizeram com que os trabalhadores da Positivo Informática procurassem a Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) para defender seus direitos."
Precisa falar mais?
regras para comentários |
Enviar comentário
enviar | link permanente
Enviado por , 24/01/2008 as 06h57
Por que a Internet deve ser liberada no ambiente de trabalho?
Muita gente discute se a Internet deve ser ou não liberada no trabalho. Eu nunca paro para argumentar - simplesmente observo a discussão porque existem muitas pesquisas com relação a esse assunto, e uma das mais recentes está aqui. O medo não é só a queda na produtividade, mas também o vazamento de informações (como se um pendrive de 2 GB não fosse muito mais perigoso que o acesso Internet nas mãos de um profissional mal-intencionado).
Mas hoje eu decidi escrever o que penso.
[ O que é produtividade? ]
Produtividade é igual ao resultado obtido por uma atividade dividido pelo recurso consumido para gerá-lo. Esse conceito genérico pode ser moldado para diferentes cenários, e gera várias formas de se calcular e analisar a produtividade:
- Produtividade = linhas de código / hora
- Produtividade = servidores migrados / semana
- Produtividade = produtos fabricados / número de máquinas
Como você vê, depende do contexto. Então vamos agora dar uma olhadinha em como a grande maioria dos empresários e gerentes enxerga a produtividade:
Produtividade = tempo do funcionário efetivamente trabalhando -
tempo do funcionário no trabalho
Em outras palavras, se o profissional passar menos tempo efetivo no trabalho do que as oito horas diárias, a produtividade cai automaticamente abaixo de zero.
Isso acontece porque as empresas não calculam sua produtividade de verdade... dá trabalho demais pensar nesse cálculo. Por isso, estima-se que todas as atividades não relacionadas ao trabalho - como ir ao banheiro, tomar café e conversar com o colega - são fatores que afetam a produtividade.
E a Internet então? Viiixe... Um amigo chama no MSN, alguém ao lado comenta "você viu quem morreu? Está no UOL" e "Agora que almocei em quinze minutos, vou gastar 45 minutos dando uma olhadinha nos sites de futebol".
[ Como resolver isso? ]
Empresários são pessoas arrojadas, e diretores e gerentes não deixam por menos. Por isso, eles estimam um percentual - por exemplo, 70% - em que as pessoas irão realmente trabalhar, e se condicionam a conviver com esse fato. Em outras palavras, você passa 8 horas no trabalho, mas eles sabem que você só irá ficar umas 6 horas trabalhando de verdade.
Jeito fácil de resolver o problema, não? Ao invés de efetivamente saber o que se está falando, assume-se que a produtividade cai e pronto.
Só que as empresas REALMENTE motivadas em melhorar a produtividade não ficam assustadas com pequenas depredações na sua sagrada produtividade padrão (aham, que elas não sabem quanto é). Alguns empresários saem da sua posição de conforto e correm atrás de novas idéias, reinventando a cada dia sua forma de trabalhar e conseguindo aumentos sensíveis de produtividade.
Sim, a Internet pode tirar a atenção de um profissional. Mas o custo de proibí-la é muito maior que o custo de permiti-la. Sabe por quê? As pessoas percebem a melhor qualidade de vida no ambiente de trabalho, depois que a empresa deixou claro que confia nelas. Basta ver como elas se sentem bem ao falar "No meu trabalho, a Internet é liberada", sem reparar na horda dos desmotivados que não podem dizer o mesmo.
Quer saber mesmo o que afeta a produtividade das pessoas no trabalho?
- Horas extras sem necessidade, que serão acumuladas em banco de horas ao invés de pagas
- Planejamento e gestão ruim de projetos, que geram horas extras sem necessidade
- Má estratégia de gestão da empresa, que gera planejamento ruim de projetos
Isso sem falar nas coisas mais básicas, como falta de liderança, remuneração ou benefícios.
[ Conclusões ]
Meu recado aos gerentes, diretores e empresários: liberem o acesso da sua equipe à Internet. MSN, skype, sites de notícias, futebol... arranque fora os filtros dos proxies, e libere TODO o acesso Internet.
Se os profissionais da sua empresa perderem tempo demais e afetarem a produtividade, eles serão a exeção e não a regra. Pense também que as razões para isso podem ser:
- você contratou as pessoas erradas
- você ainda não as convenceu de verdade a trabalharem para você
- você tem um problema de comunicação com seu corpo de funcionários
- você precisa aprender a medir produtividade
Converse com seu time e estabeleça regras claras no estilo "sabendo usar não vai faltar". Libere a Internet e observe os resultados. Depois, basta calcular um indicador REAL de produtividade e acompanhá-lo com afinco, porque essa desculpa de "Internet afeta a produtividade" já caducou.
regras para comentários |
Comentários (1)
enviar | link permanente
Enviado por , 13/01/2008 as 00h34
Joguem seus búzios... porque um ano novo começa.
Invariavelmente, toda passagem de ano traz três coisas: retrospectivas, promessas de ano novo e previsões.
Eu gosto das retrospectivas, porque fazem a gente olhar para o passado e pensar o que pode aprender com o que fez. Das promessas eu corro sem nenhum arrependimento, porque acho que a hora de ter esperanças e começar projetos novos é sempre o momento presente - e não no dia mundial da paz, com todo mundo de pilequinho. As previsões eu abomino, porque 80% das pessoas que se arriscam a prever alguma coisa têm sérios problemas de auto-crítica.
Coincidentemente, um amigo me enviou esse link na HP em que vários jornalistas escreveram suas previsões sobre tecnologia para daqui a 40 anos no futuro. Os textos foram encomendados pela própria HP em comemoração aos seus 40 anos no Brasil. Somente uma delas é interessante, apesar do estilo Minority Report + Gattaca que inclusive cheguei a comentar com o autor.
Eu tenho uma visão um pouco diferente do futuro. Aos poucos, duas coisas que hoje já são realidade vão mudar o mundo como o conhecemos:
- Apesar de virarmos nossos olhos na outra direção, vamos precisar reconhecer que existem três planetas Terra distintos: a África, o Oriente Médio e o resto do mundo, que gira em torno do american way of life (praticando-o ou alimentando-o).
- A imprensa aos poucos perderá seu trono de quarto poder para o Terrorismo.
Em um mundo assim, como podemos nos arriscar a falar de previsões em tecnologia? Sim, eu sei que a HP fez 40 anos e tudo são flores! Mas que tal essa previsão então: considerando a péssima distribuição de renda ao redor do globo, a exclusão digital e desigualdade econômica vão se unir para criarem a desigualdade tecnológica. Na prática, enquanto alguns
cospem em potinhos para mapear seu DNA e entender suas possíveis doenças, outros continuarão desesperadamente à procura de
água potável (e tomara que consigam).
O interessante é que um futuro como esse não é só resultado direto das pressões do capitalismo e interesses políticos das grandes potências econômicas, mas também da falta de ação... porque nós humanos somos um
bicho egoísta. Então o que fazer para mudar um futuro assim?
Cada um fazendo sua parte, e um dia de cada vez. Alguma outra idéia?
regras para comentários |
Enviar comentário
enviar | link permanente